quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Por que as mulheres percebem mais cor, diz estudo?

As mulheres têm maior percepção de cores que os homens, indica o estudo dos geneticistas Brian Verrelli e Sarah Tishkoff, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Com base na análise de 236 pessoas de diferentes regiões da Ásia, África e Europa, o trabalho dos dois pesquisadores, publicado no informativo on line da universidade, sugere que um grande número de mulheres enxerga mais cor do que os homens, devido a uma transformação no gene envolvido na percepção da cor vermelha nas células da retina. Homens e mulheres produzem apenas três pigmentos que são responsáveis pela absorção do azul, do verde e do vermelho. A combinação da luz absorvida por esses três pigmentos, chamados genericamente opsinas, proteínas da retina, possibilita a visão colorida em seres humanos. Os genes que trazem as receitas para produzir as opsinas vermelha e verde estão alojados no cromossomo X, que caracteriza o sexo feminino quando ocorre em duplicata (o sexo masculino é definido quando outro cromossomo, o Y, faz par com o X). Mulheres normais, portanto, têm duas cópias de ambos os genes. O que os pesquisadores americanos descobriram foi que em alguns casos a segunda cópia - ou "alelo", como é chamado cientificamente - do gene para o pigmento vermelho foi "convertida" durante a evolução da espécie. "Devido ao fato de existirem várias mutações que permitem à opsina vermelha absorver cor na faixa do vermelho-laranja, algumas mulheres têm tanto um alelo vermelho "normal" em um cromossomo do par X quanto um alelo "vermelho-laranja" alterado no outro", observa Verrelli, que hoje é professor da Universidade do Estado do Arizona. "Essas mulheres podem distinguir melhor as cores na faixa do espectro que vai do vermelho ao laranja", diz o pesquisador. Verrelli e Tishkoff afirmam que o gene da opsina vermelha foi transformado por meio de um mecanismo conhecido como conversão gênica, ainda pouco estudado. Ele entra em cena quando um pedaço de DNA é quebrado durante a duplicação do cromossomo e as enzimas encarregadas de repará-lo não conseguem sozinhas encaixar as "letras" A, T, C e G no lugar certo. "Elas podem simplesmente olhar em volta e achar a coisa mais parecida com o original para encaixar na região danificada", completa Verrelli. No caso do gene estudado por Verrelli e Tishkoff, essa "coisa mais parecida" foram provavelmente pedaços do gene da opsina verde, que mora no mesmo cromossomo. Estudos anteriores mostram que a alteração na seqüência do gene "vermelho" fazem o pigmento absorver luz de uma forma distinta.

Segunda Lei de Mendel

 Em suas primeiras experiências, Mendel verificou apenas uma característica de cada vez (monoibridismo), não se preocupando com as demais características. Depois de muitas experiências, Mendel prosseguiu com suas pesquisas e começou a se preocupar com o comportamento de duas características, analisando dois caracteres ao mesmo tempo. Ao verificar cruzamentos que envolviam dois tipos de características (di-hibridismo), Mendel enunciou a sua segunda lei, também chamada de lei da segregação independente oulei da recombinação.
Para realizar essa experiência, Mendel cruzou plantas puras de ervilha originadas de sementes amarelas e lisas (traços dominantes), com plantas puras de ervilha originadas de sementes verdes e rugosas (traços recessivos). A geração F1 era totalmente constituída por sementes amarelas e lisas. O resultado da geração F1 já era esperado, já que as características eram dominantes e os pais eram puros.
Após o primeiro cruzamento, Mendel realizou uma autofecundação entre as plantas originadas das sementes da geração F1, e obteve como resultado quatro tipos de sementes: amarelas-lisas (9/16); amarelas-rugosas (3/16); verdes-lisas (3/16) e verde-rugosa (1/16).
“Amarela-lisa” e “verde-rugosa” eram fenótipos já conhecidos, mas “amarela-rugosa” e “verde-lisa”, não estavam presentes na geração paterna e nem na geração F1. A partir daí, Mendel concluiu que a característica de cor da semente (amarela ou verde), não está ligada à característica formal da semente (lisa ou rugosa), ou seja, a herança da cor era independente da herança da superfície da semente.
Levando em conta esses cruzamentos, podemos dizer que na segunda lei de Mendel os genes para um ou mais caracteres são transmitidos aos gametas de forma independente, recombinando-se ao acaso e formando todas as combinações possíveis.
A regra do “E” é usada para calcular a probabilidade de dois eventos independentes que ocorrem simultaneamente.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Herança ligada ao sexo na família Brasil

herança ligada ao sexo é aquela determinada por genes localizados na região hieróloga do cromossomo X. Como as mulheres possuem dois cromossomos X, elas têm duas dessas regiões. Já os homens, como possuem apenas um cromossomo X (pois são XY), têm apenas um de cada gene. Um gene recessivo presente no cromossomo X de um homem irá se manifestar, uma vez que não há um alelo dominante que impeça a sua expressão”.

http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/8706/heranca-ligada-ao-sexo#ixzz2jL5bqu4n
*“No cromossomo X existem genes exclusivos desse cromossomo, assim como no cromossomo Y também há genes exclusivos. Esses genes exclusivos que existem no cromossomo X não ocorrem no cromossomo Y e vice-versa.
No caso do cromossomo X as mulheres apresentam dois exemplares e os homens apenas um, por esse motivo as mulheres são denominadas como homogaméticas e os homens como heterogâmicos.
A herança ligada ao sexo é determinada pelos genes exclusivos do cromossomo X.
As principais doenças relacionadas a herança ligada ao sexo são: o daltonismo, a hemofilia, anomalia da coagulação sanguínea, glaucoma juvenil e outros.
Mais sobre Daltonismo
O daltonismo ocorre quando há um problema com os grânulos de detecção de cor (pigmentos) em algumas células nervosas do olho. Estas células são denominadas cones. Elas são encontradas na retina, a camada sensível à luz de tecido que reveste a parte de trás do olho
A maior parte dos casos de daltonismo se deve a um problema genético. (Consulte: recessivos ligados ao X)
HEMOFILIA    Na maioria dos casos, não nos tornamos hemofílicos, nascemos com ela. De facto, a hemofilia é uma doença genética, hereditária e rara que os pais (tanto as mulheres como os homens) podem transmitir aos filhos. Um desses pares determina o sexo, feminino ou masculino. Trata-se dos cromossomas X e Y.
DISTROFILIA MUSCULAR A doença agrupa cerca de 30 doenças que geram a e com isso, afeta os músculos usados para movimentos básicos e voluntários.
As doenças de distrofia muscular podem aparecer em qualquer idade apresentando diversas formas, gravidade e músculos que são afetados. Em muitos casos o paciente perde a força e com isso não tem mais firmeza para caminhar sozinho com as próprias pernas.
Por conta da alteração em genes é que a doença acontece. A maioria dos homens que apresentam a doença, acontece por conta de herança genética ou até por formação quando ainda criança. A doença é uma herança genética, por conta de células no organismo que funcionam de forma irregular
COMO ESSAS DOENSAS OCOREM NA FAMILIA
São aqueles que formam par e se situam em loci correspondentes nos cromossomos homólogos. Respondem pelo mesmo caráter. Cada caráter é determinado pelo menos por um par de genes.
Se num determinado local (locus) de um cromossomo houver um gene responsável pela manifestação da característica ‘cor do olho’, no cromossomo homólogo haverá um gene que determina o mesmo caráter, em locus correspondente.
Se, por exemplo, houver um gene ‘A’ num cromossomo, o gene ‘a’ localizado no homólogo correspondente será alelo de ‘A’. Da mesma forma ‘B’ é alelo de ‘b’; mas ‘A’ não é alelo de ‘b’.
Genética é a ciência que estuda a transmissão das características de geração a geração, e as leis que regem essa hereditariedade.
Gene
É a unidade hereditária presente nos cromossomos e que, agindo no ambiente, será responsável por determinados caracteres do indivíduo.
Segmento do DNA responsável pela síntese de um RNA.
Cada gene é representado por uma ou mais letras. Ex: A, a, XD, IA, etc.

Lócus ou loco
É o local certo e invariável que cada gene ocupa no cromossomo.
Loci é o plural de lócus.
O posicionamento de um gene fora do seu lócus normal em determinado cromossomo implica, quase sempre, uma mutação.
 
Cromossomos Homólogos
São considerados homólogos (homo = igual) entre si os cromossomos que juntos formam um par. Esses pares só existem nas células somáticas, que são diploides (2n).
Num par, os dois homólogos possuem genes para os mesmos caracteres. Esses genes têm localização idêntica nos dois cromossomos (genes alelos).
Na célula-ovo ou zigoto, um cromossomo é herdado do pai e outro da mãe e ficam emparelhados.
  
Genes Alelos
São aqueles que formam par e se situam em loci correspondentes nos cromossomos homólogos. Respondem pelo mesmo caráter. Cada caráter é determinado pelo menos por um par de genes.
Se num determinado local (lócus) de um cromossomo houver um gene responsável pela manifestação da característica ‘cor do olho’, no cromossomo homólogo haverá um gene que determina o mesmo caráter, em lócus correspondente.
Se, por exemplo, houver um gene ‘A’ num cromossomo, o gene ‘a’ localizado no homólogo correspondente será alelo de ‘A’. Da mesma forma ‘B’ é alelo de ‘b’; mas ‘A’ não é alelo de ‘b’.
Cada par de genes vai determinar um caráter, podendo ser homozigoto (letras iguais – AA ou aa) ou heterozigoto (letras diferentes – Aa).

Existem, no homem, 46 cromossomos nas células somáticas (do corpo). Cada um desses cromossomos tem um homólogo correspondente. Podemos dizer que o homem apresenta 23 pares de homólogos.
Esses cromossomos homólogos sofrerão uma separação (segregação) durante a formação dos espermatozoides e dos óvulos (espermatogênese e ovulo gênese), de tal forma que estes células sexuais apresentarão metade do número normal (células haploides – n).
Os seres humanos possuem 22 pares de cromossomos iguais nos dois sexos e um par diferente. A este par diferente denominou-se X e Y, e são estes cromossomos que determinarão o sexo. Na fêmea temos XX e no macho XY.
O homem apresenta 22 pares iguais (autossomos) e um par sexual XY (22A + XY) (alo somos), enquanto a mulher apresenta 22 pares iguais (autossomos) e um par XX (22A + XX) (alo somos).
Como na formação dos gametas ocorre a separação dos homólogos, nos homens o X irá para um espermatozoide (22A + x) e o Y irá para outro (22A + y). O óvulo terá sempre o cromossomo X (22A + X).
Dependendo do espermatozoide que o fecundou, o óvulo dará origem a um homem ou a uma mulher.

  

Pesquisa Individual

.INATIVAÇÃO DO CROMOSSOMO X  
Autores: Roberto Sant’Anna e Carolina Dutra
Setembro - 2003

Introdução
 Sabemos que as mulheres possuem 2 cromossomos X, enquanto os homens apenas
1. Deste modo, teoricamente, elas teriam uma expressão gênica duas vezes superior aos
homens em relação aos genes presentes no cromossomo X, que possui cerca de 5 % do
genoma humano.
 De acordo com a hipótese de Lyon (1961), há nas células de mamíferos do sexo
feminino apenas um cromossomo X ativo. Isto proporciona a compensação de dosagem
entre homens (XY) e mulheres (XX) em relação aos genes presentes no cromossomo X. O
cromossomo X inativo é visto como o corpúsculo de Barr.

Características do processo
A inativação do cromossomo X existentes no indivíduo XX ocorre no início da vida
embrionária, por volta do 13o
 – 16o
 dias de vida intrauterina e tem 2 propriedades
importantes:
- Determinação randômica (aleatória): o X de origem materna e o X de origem
paterna têm a mesma probabilidade de serem escolhidos para inativação.
- Manutenção do padrão de inativação: a partir do momento em que um dos
cromossomos X é escolhido para inativação e é inativado, todos os descendentes
clonais daquela célula apresentam o mesmo X inativo.
Desta forma, a inativação do X é um processo determinado aleatoriamente, mas
fixo.
Uma das consequências do processo de inativação do X é a ocorrência de
mosaiquíssimo somático em mulheres, já que estas possuem 2 populações celulares distintas
em relação ao cromossomo X. Uma manifestação fenotípica bem evidente deste fenômeno
são as diferentes cores de pelo da gata malhada.

Centro de inativação do X
O centro de inativação do X é uma região presente na banda 13q do cromossomo X
que organiza o processo de inativação do X. Neste centro encontramos o gene XIST ( X
inative specific transcript) que é fundamental no processo de inativação do X. Mais
recentemente foi identificada também o gene Tsix, situado abaixo do XIST ( em relação ao
centrômero), com papel provavelmente possivelmente de regulação.

Processo de inativação do X
O gene XIST é tanto necessário quanto suficiente para que ocorra a inativação do X,
isto é, sem a presença de XIST a inativação não ocorre e é preciso somente a sua presença
para que o processo seja iniciado.
No período embrionário, antes do 13o
 dia de vida intrauterina, o gene XIST é
expresso em níveis baixos em ambos os cromossomos X, até que a escolha do cromossomo
X a ser inativado. A maneira com que a célula reconhece o número de cromossomos X que
possui e qual de seus cromossomos X inativo o gene XIST ativo, sendo expressado apenas
como RNAm (somente é transcrito, não sendo traduzido como proteína), que envolve este cromossomo. A expressão do XIST determina o silenciamento dos outros genes deste
cromossomo. No cromossomo X que permanece ativo, o gene XIST é inativo, e seus genes
expressam-se normalmente.
O gene XIST é capaz de induzir a inativação do X em células embrionárias,
entretanto, sua expressão isoladamente não é capaz de manter este processo nas linhagens
celulares subseqüentes. Assim, temos que o processo de inativação do X inicia na vida
embrionária, por ação do gene XIST, mas deve ser mantido através de mecanismos
específicos para que permaneça nos descendentes clonais celulares.

Manutenção da Inativação do X
Estudos demonstram que a ausência de hipoacetilação e metilação fazem que a
inativação seja reversível. Isto demonstra que estes mecanismos são necessários à
manutenção da inativação do X.
Dentre estes mecanismos, a metilação é um dos mais relevantes e consiste na
ligação de radicais metila ao DNA, com conseqüente silenciamento dos genes. Na
inativação do X, ocorrerá inicialemente a ação do gene XIST e posteriormente o padrão de
inativação determinada por XIST será mantida por metilação. Desta forma conclui-se que
uma vez estabelecida a inativação de um cromossomo X de uma célula, esta pode ser
mantida sem a expressão de XIST.

A inativação é incompleta
Alguns genes no cromossomo X inativo escapam da inativação, principalmente
aqueles que se encontram na região pseudoautonômico do cromossomo X ( que tem
homologia à região pseudoautossômica de Y), região periacrocentromérica e 30 % dos
genes do braço curto do cromossomo X.
Além disso, alguns genes apresentam inativação variável entre diferentes indivíduos
e, desta forma, podemos inferir que existam outros mecanismos envolvidos na
compensação de dosagem entre homens e mulheres em relação a genes ligados ao X.

Inativação Não Aleatória
Há algumas situações em que a inativação do X não é aleatória, sendo as principais:
Lyonização seletiva: em situações onda há uma mutação presente em um dos
cromossomos X, a inativação ocorre preferencialmente no X onde há defeito, permitindo a
seleção de X ativos sem mutação e tendo, portanto, um efeito benéfico.
Lyonização negativa: neste caso também há uma mutação presente em um dos
cromossomos X, mas há uma inativação preferencial do cromossomo X normal,
permanecendo o X mutado na maioria dos cromossomos X ativos. Esta forma de inativação
não aleatória tem conseqüências negativas, podendo gerar hetergozigotas desenvolverem
doenças ligadas ao X como Hemofilia ou Distrofia Muscular de Duchenne.
Mutação em XIST: que proporciona alteração no processo aleatório.
Células de tecido extraembrionário: nas quais somente o X de origem paterna é
inativado.

Gametogênese
 No processo de formação dos gametas femininos (ocitogênese) é necessário que
ocorra a reativação do cromossomo X previamente inativo para que seus gametas disponham cada qual de um cromossomo X ativo. Este processo de reativação do
cromossomo X ocorre simulataneamente à diminuição da expressão do gene XIST.
 A reativação do X é fundamental para manutenção da vida, pois do contrário 50%
dos embriões masculinos (aqueles que o espermatozóide levava um Y) não sobreviveriam,
uma vez que 50 % dos gametas femininos possuiria um X inativo e pelo menos um X deve
ser ativo para que o embrião se desenvolva.
. As mulheres têm dois cromossomos X, e os homens um só. Entretanto, produtos condicionados por genes localizados neste cromossomo são formados em quantidade aproximadamente iguais. Como ocorre esta compensação de dose? Supunha-se que, nos mamíferos, houvesse algum mecanismo regulatório que fizesse com que a atividade, no cromossomo X isolado, fosse o dobro da atividade de dois X quando estivessem juntos na mesma célula. Mary Lyon, uma pesquisadora inglesa, foi a primeira a explicitar em detalhes uma teoria, hoje já amplamente comprovada pelos fatos, fornecendo uma base física para o fenômeno. Em síntese, a hipótese é a seguinte:

(a) Nas células somáticas das fêmeas dos mamíferos apenas um cromossomo X é ativo. O segundo X está condensado e inativo, e aparece nas células interfásicas como um corpúsculo bem delimitado localizado próximo à membrana nuclear (a cromatina sexual).

(b) A inativação ocorre bem no início da vida embrionária.

(c) O X inativo pode ser de origem tanto paterna como materna, nas diferentes células de uma fêmea. Mas, após a "decisão" de qual dos X será inativado em uma determinada célula, todas as suas células descendentes ''mantêm a decisão", isto é, terão o mesmo X inativado. A inativação ocorre ao acaso mas é fixa.
. Cromatina sexual, também chamado de corpúsculo de Barr, é o nome dado ao cromossomo X inativo e condensado das células que constituem as fêmeas de mamíferos. 

Nos seres humanos, cada célula feminina possui dois cromossomos X (um de origem materna e outro paterna), acontecendo condensação ao acaso de um destes cromossomos. No gênero masculino, exceto a ocorrência de síndrome de Klinefelter, os organismos não apresentam cromatina sexual. 

A acomodação da cromatina no interior do núcleo e o seu estado de condensação variam de um tipo celular para outro e são característicos de cada célula. Além disso, o mesmo tipo celular pode apresentar a cromatina sexual com vários níveis de condensação, de acordo com o estágio funcional do ciclo celular (período interfásico e divisão). 

A presença ou não de cromatina sexual permite análise com diagnóstico citológico do sexo genético, a partir do cromossomo condensado na forma de um pequeno grânulo visível em preparações de células tratadas com corantes para observação microscópica no núcleo. 

Portanto, esse método pode ser empregado na determinação do sexo de um indivíduo, quando os caracteres fenotípicos são duvidosos.


sábado, 2 de novembro de 2013

Sexo, Cromossomos e Ambiente

Nas células somáticas humanas são encontrados 23 pares de cromossomos (46 cromossomos). Destes, 22 pares são semelhantes em ambos os sexos e são denominados autossomos. O par restante compreende os cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y. 

Os cromossomos apresentam dois exemplares idênticos de cada em cada célula diploide, chamados de cromossomos homólogos. O número básico de cromossomos de uma espécie é denominado pela letra n, por conseguinte as células diploides apresentam em seu núcleo 2n cromossomos e as haploides n cromossomos. 

Os pares de cromossomos autossômicos são designados através de um número, por exemplo, cromossomo 18, cromossomo 21. Enquanto os cromossomos sexuais são designados por letras, a mulher tem dois cromossomos X e o homem um cromossomo X e um Y. Logo, dos 46 cromossomos existentes em cada célula, 44 são chamados cromossomos autossômicos e dois sexuais. Os cromossomos da célula de uma mulher podem ser representados por 46XX, ou seja, 46 cromossomos sendo que dois deles são os cromossomos sexuais XX, e os cromossomos da célula de um homem por 46XY, ou seja, 46 cromossomos sendo que dois deles são os cromossomos sexuais XY. 

O material genético das células é indispensável para o seu funcionamento normal. Qualquer perda ou acréscimo deste material afeta o seu funcionamento.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/17892/cromossomos-autossomos-x-cromossomos-sexuais#ixzz2jVK3Xg6X

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Curiosidades

O coração da mulher e do homem são diferentes?


O coração é um órgão essencial para o corpo humano – e sua importância é refletida em uma data especial: todos os anos no último domingo de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração, criado pela Federação Mundial do Coração (WHF, na sigla em inglês) em 2000. O objetivo de uma data comemorativa para o coração é alertar pessoas ao redor do mundo para a gravidade de doenças cardíacas – que junto aos acidentes vasculares cerebrais são a principal causa de mortes ao redor do mundo, matando 17,3 milhões de pessoas anualmente, de acordo com a WHF.
Até 2030, a estimativa da federação é de que 23 milhões de pessoas morrerão de doenças cardiovasculares por ano, um número maior do que a população da Austrália. No entanto, cerca de 80% destas mortes poderiam ser evitadas com a eliminação de fatores de risco como fumo, estresse, má alimentação e sedentarismo.

domingo, 6 de outubro de 2013

Outubro Rosa


Outubro é considerado o mês oficial de combate ao câncer de mama. A campanha Outubro Rosa incentiva o autoexame e também a mamografia para ampliar as chances de diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura. O exame é simples e salva vidas como a da auxiliar administrativo Emília Tainah Frenhe, de 29 anos.
Moradora de Bauru (SP), ela descobriu nódulo durante o banho e no dia seguinte estava no consultório médico. E assim que confirmou que era mesmo câncer de mama, ela não quis esconder de ninguém. “Cade pessoa que falei, informei, era um pensamento positivo, uma oração quem vem para mim”, conta.  
Emília é um exemplo de como a autoestima e a superação são importantes no tratamento da doença. Ela conta que a rotina continua quase a mesma. O bom humor está presente, as atividades esportivas continuam. Do trabalho só se afastou por causa da baixa resistência provocada pelo tratamento. O que realmente mudou foi o visual que virou moda. “Foi mãe, foi marido, até minha vó de 87 anos raspou a cabeça e amigos meus de outros países mandaram as fotos, todo mundo carequinha e fez muita diferença para mim”, ressalta. 
Sem nenhum caso na família, Emília não tinha informação de tratamento e chances de cura, até conhecer o grupo "Amigas do Peito" de Bauru. Formado desde 2003 por pacientes que também já passaram pelo que a auxiliar administrativa está enfrentando hoje. A ideia é incentivar outras mulheres a lutar e combater o câncer de mama.
No mês oficial de prevenção e combate a doença, o tema do outubro rosa deste ano é "Se toque, as poderosas se cuidam: mamografia todo ano e autoexame todo mês." O grupo que promove a campanha pelo quarto ano consecutivo, vai às ruas neste fim de semana e também na semana que vem. “Vai acontecer dia 5, a partir das 11 horas na Praça Rui Barbosa e no dia 13 de outubro, na Avenida Getúlio Vargas, onde as vamos estar orientando e fazendo e um trabalho de alerta às mulheres”, destaca a também voluntária Clara Vasconcelos.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer, a estimativa até o fim deste ano é de que quase 53 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer de mama. A doença é a que mais mata entre as mulheres no Brasil.  Por causa da seriedade o assunto está sendo tratando também na novela "Amor à Vida" da Rede Globo. O drama da personagem Silvia, interpretada pela atriz Carol Castro, mostra bem a realidade de algumas mulheres.
A doença não tem idade para aparecer e não atinge apenas quem tem casos na família. Continua sim mais presente nas mulheres acima dos 50 anos, mas um dado positivo é a queda da mortalidade com o passar do tempo por conta do exame precoce. Por isso, os cuidados são primordiais para a vida. “Mulheres entre 50 e 69 anos devem fazer o exame de mamografia a cada dois anos, já as de 40 a 49 anos devem fazer o exame clínico anualmente. E as mulheres que tem histórico familiar, devem fazer a prevenção com o exame clínico, primeiramente, e a mamografia anualmente”, explica a médica oncologista Andrea Miranda Perdoná.
Depois de várias quimioterapias, e na espera do início das radioterapias, Emília só quer tirar desta experiência o lado positivo. “Eu pude escolher, e 'agora Emília o que você vai fazer?' e podia encarar ou me entregar. Eu tenho 29 anos ainda, tinha 28 quando descobri, então não tenho nem 30 anos, eu não posso me entregar."